Quinta-feira, Fevereiro 27, 2025
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Assassino de motorista de app solicitou viagem informal de R$ 35

Acusado por outros crimes, Antônio Ailton da Silva abordou Ana Rosa Rodolfo de Queiroz Brandão nas imediações da Rodoviária do Plano.


Antes de ser morta a golpes de faca, a motorista de aplicativo Ana Rosa Rodolfo de Queiroz Brandão (foto em destaque), de 49 anos, teria aceitado uma corrida informal a pedido do próprio assassino, Antônio Ailton da Silva, 43, para Valparaíso (GO).

O passageiro solicitou uma viagem para Valparaíso de Goiás (GO), no Entorno do Distrito Federal. A vítima aceitou, pois planejava finalizar o dia de trabalho e morava na mesma cidade. O valor combinado teria sido o de R$ 35. Depois do embarque, Rosa foi morta.

O crime foi cometido nessa quarta-feira (26/2), no Cruzeiro. O assassino se apresentava como pastor da igreja Assembleia de Deus Vida e Paz, em Valparaíso (GO).

Antônio era procurado pela polícia desde a noite anterior, quando tentou matar a ex-mulher e uma amiga dela, no Recanto das Emas. Logo após matar Rosa, o assassino foi preso pela Polícia Militar (PMDF).

Abordagem e fuga

Antônio abordou Ana Rosa nas proximidades da Rodoviária do Plano Piloto. Durante a corrida, anunciou o assalto e esfaqueou a vítima, nas proximidades da 3ª DP. Após a motorista perder o controle da direção e bater o carro, o criminoso fugiu a pé.

Nas proximidades da Rodoviária do Cruzeiro, populares gritaram para um militar do Exército que estava no local que tratava-se de um criminoso: “Pega ladrão”, teriam gritado. O sargento, então, passou a perseguir Antônio, lhe dando ordem de parada. O suspeito reagiu e tentou golpear o militar com a faca.

Após inúmeras tentativas de negociar uma rendição, o sargento efetuou um disparo de arma de fogo contra o chão, e o suspeito correu em direção ao Sudoeste, porém foi contido por outros populares.

Ex é pastora

Em depoimento à Polícia Civil, a ex-companheira de Ailton, pastora Maria Custódio da Silva Gama, diz que duvida da legitimidade da nomeação do criminoso como pastor, uma vez que ele pode ter falsificado documentos para se aproximar dela e convencê-la a se casar.

De perfil violento, Antônio Ailton não teria aceitado o fim do relacionamento com Maria Custodio, ocorrido dois dias antes de ele tentar matá-la. Após o crime, ele fugiu e, desde então, era procurado por policiais da 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas).

Policiais militares chegaram a patrulhar a região administrativa depois das tentativas de feminicídio contra Maria e homicídio contra a amiga dela. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) também foi acionado para o local do crime e levou as duas vítimas para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT).

Após a violência, o criminoso teria se escondido para evitar a prisão e deixado o Recanto das Emas em direção ao Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Antônio só foi preso em flagrante após tirar a vida de Ana Rosa, na tarde desta quarta.

Portal SGC

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