Postos voltam a aumentar preço da gasolina em Porto Velho, mesmo com queda na refinaria

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Num claro sinal de cartelização, os donos de postos de combustíveis de Porto Velho estão ignorando as baixas no preço mundial da gasolina e no último fim de semana, sem nenhum motivo que justificasse, voltaram a aumentar o preço do produto na bomba, subindo aproximadamente R$ 0,12 por litro, ficando o preço do produto na casa de R$ 4,10 na maioria dos estabelecimentos. Isso tem gerado revolta nos consumidores, que se sentem lesados e exigem do Procon uma fiscalização para que se tenha uma explicação.

Na contra-mão do que acontece em todo o Brasil, onde o preço da gasolina tem registrado quedas constantes em função do preço internacional do barril, os postos de combustíveis de Porto Velho parecem estar vivendo uma outra realidade. na Semana passada, em todo o Brasil, o preço da gasolina caiu 2,7%. Em Rondônia esse percentual foi de aumento.

Desde o início do ano, o preço da gasolina caiu 41% nas refinarias e esse valor nem de perto chegou ao consumidor final, muito pelo contrário. Em Porto Velho, no início do ano, o valor do litro do combustível chegou a custar injustificadamente R$ 4,80. Os preços em Rondônia, especialmente na capital Porto Velho, sempre se mantiveram muito acima da média nacional, evidenciando o desequilíbrio das situações.

No início do mês de maio, depois de uma pressão popular, os postos de combustíveis reduziram o preço da gasolina. Em alguns postos era possível abastecer a R$ 3,96, mas na maioria o preço parecia tabelado, apesar da livre concorrência. R$ 3,98. Foi só a população relaxar a fiscalização e o Procon dar as costas que o preço voltou a subir e nesta segunda-feira, 11, o valor do litro chegou a R$ 4,28 em alguns estabelecimentos mais exaltados, ficando a média “tabelada”, em 4,10, o que mostra uma disparidade muito grande, uma vez que o custo da gasolina na refinaria, anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro a poucos dias é de R$ 0,91.

“Nada justifica o preço que estamos pagando. Na semana passada eles (os donos de postos) baixaram o preço, mas agora, mesmo sem nenhum aumento na refinaria, voltaram a subir. É preciso fiscalizar isso. Cadê o Procon, cadê o Ministério Público? Eles não estão vendo que isso está passando do limite”, disse indignado um taxista, que sento no bolso a alta no preço.