Mãe e companheira vão a júri popular pela morte e esquartejamento do menino Rhuan

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Mulheres confessaram terem matado a criança, esquartejado e tentado destruir o cadáver.

Rosana Auri da Silva Cândido (foto em destaque, à direita), 27 anos, e Kacyla Priscyla Santiago Damasceno Pessoa (foto em destaque), 28, terão de enfrentar o júri popular no processo em que respondem pela morte, tortura, fraude processual, ocultação e destruição do cadáver do menino Rhuan Maycon da Silva Castro, 9 anos. A sentença de pronúncia foi proferida pelo juiz do Tribunal do Júri de Samambaia, na última quinta-feira (24/10/2019), mas a defesa das rés ainda pode apresentar recurso contra a decisão.

Assassinas confessas de Rhuan, as duas estão detidas na Penitenciária Feminina do Distrito Federal desde junho. O crime ocorreu em 31 de maio, em Samambaia. No entendimento do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), as denunciadas premeditaram o assassinato e planejaram como executariam a criança e destruiriam o corpo dela.

Na noite do crime, o casal esperou Rhuan dormir para cumprir o plano. Rosana, a mãe do menino, deu o primeiro golpe no peito da criança, que acordou com o ataque. Kacyla segurou o garoto para que Rosana desferisse os outros golpes. Por fim, a mãe decepou a cabeça do filho ainda vivo.

Entre as qualificadoras do homicídio apontadas pelo MPDFT estão o motivo torpe, o meio cruel e o uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A acusação aponta que Rosana e Kacyla tinham ódio da família paterna de Rhuan, que foi morto com ao menos 12 facadas e foi degolado vivo.

ATROCIDADES

Num vídeo gravado enquanto as suspeitas dão depoimento à imprensa local do Distrito Federal, Kacyla Priscyla dá detalhes de como assassinaram a criança. Questionada sobre a morte do menino, a própria mãe revelou que “cortei os membros com uma faca e um martelo”. A companheira declarou que o plano de ambas as assassinas era triturar os ossos e jogar a carne numa descarga e fritar a pele da criança.

 

ENTENDA O CASO

O assassinato de Rhuan ocorreu entre as 21h e 22h dessa sexta-feira (31/05/2019). Conforme a polícia, Rosana deu a primeira facada contra o tórax do filho enquanto ele dormia. Kacyla teria segurado a vítima enquanto sua companheira desferia pelo menos mais dois golpes.

Em questão de minutos, a mãe decapitou a criança, e ambas iniciaram o esquartejamento do corpo. Parte da pele do rosto foi retirada e colocada na churrasqueira, acesa pela namorada momentos antes do assassinato. O cheiro forte e o endurecimento da carne teriam demovido as duas do plano de se livrar das provas daquela maneira, e elas se voltaram ao descarte do cadáver mutilado com uso de duas mochilas escolares e uma mala.

A casa em que tudo aconteceu é grudada à residência principal do lote, bem como ao lar do vizinho, mas todos negaram ter escutado qualquer coisa durante a brutalidade. Isso porque um churrasco com música e bebidas acontecia ao lado, e os sons encobriram qualquer ruído do homicídio macabro. A fumaça das carnes sendo grelhadas na residência vizinha também apagaram os odores da tentativa frustrada de queimar a pele de Rhuan.

Após o assassinato, a dupla esquartejou, perfurou os olhos e dissecou a pele do rosto da criança. As mulheres também tentaram incinerar partes do corpo em uma churrasqueira, com o intuito de destruir o cadáver e dificultar o seu reconhecimento. Como o plano inicial não deu certo, elas colocaram pedaços do corpo em uma mala e duas mochilas. Rosana jogou a bagagem em um bueiro próximo à residência onde cometeu o crime. Antes que ocultasse as duas mochilas, moradores da região desconfiaram da atitude da mulher e acionaram a polícia, que prendeu as duas autoras em flagrante, em 1º de junho.