Marcos Rocha completa 09 meses de incompetência administrativa e abandono do estado

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O governador Marcos Rocha (PSL) completou no último dia 01 de outubro nove meses de mandato à frente do governo do estado. O que deveria ser um governo novo, com propostas modernas e desafiadoras se mostrou como um governo incompetente, incapaz de resolver os problemas do estado ou sequer, a dar sequência ao que vinha sendo desenvolvido pelos ex-governadores Confúcio Moura e Daniel Pereira.

Em nove meses do atual mandato o que se viu do governador Marcos Rocha foram viagens desnecessárias à Brasília com polpudas diárias e mordomias para tietar o presidente Jair Bolsonaro sem resultado prático nenhum, mais de 600 cabides de empregos com tetas até para a mulher e a ex-mulher e um estado abandonado à própria sorte.

Seguindo o rumo perdido do governador, os secretários de estado não se entendem. A saúde vive a sua pior fase dos últimos anos faltando médicos e medicamentos necessários. A educação não teve evolução e no social Rondônia está transformada em um verdadeiro caos, com mendigos e pedintes em cada semáforo, em cada restaurante, pois o governo não tem capacidade de promover o desenvolvimento econômico para poder aumentar o emprego e garantir renda para as famílias.

A segurança pública é outro setor que vai de mal a pior. A criminalidade aumentou consideravelmente com furtos, assaltos e assassinatos em todas as cidades do estado. Os presídios estão um verdadeiro queijo suíço e só não acontece uma fuga em massa porque os próprios presos não querem, pois há muito tempo o governo perdeu o controle dos presídios, que são comandados pelas organizações criminosas.

Desde que ocupava a pasta de Secretário de Estado de Justiça (Sejus) no governo de Confúcio Moura, Marcos Rocha sempre demonstrou sua incompetência com a administração prisional. Desde então o número de fugas aumentou, o efetivo de agentes penitenciários diminuiu e as unidades prisionais estão sem comando do estado.

Nove meses, para uma família é um período de esperanças e expectativas, pois é o tempo que demora uma gestação. Nove meses do governo do estado se transformou em um período negro, de confusões, contradições e desmando. Governador Marcos Rocha visivelmente não manda no seu governo. Frequentemente ele é desmentido, as vezes pelo seu próprio secretariado e na maioria das vezes pela sua esposa Luana, que ocupa o cargo de Secretária de Estado de Assistência Social, mas é quem realmente manda no governo.

A última palavra do governo tem sido sempre da primeira Dama, Luana Rocha

Informações de dentro do Palácio Rio Madeira não conta de que a última palavra do governo é sempre da primeira dama. Por mais que Marcos Rocha mande seus secretários cumprirem uma ação, ninguém se atreve a desenvolvê-la senão por ordem final de Luana. O coronel parece ter se transformado em soldado raso. Tem uma caneta, mas a tinta vem dosada pela primeira dama, que dizem, é a governadora de fato.

Há três meses de encerrar o seu primeiro ano de governo. Marcos Rocha precisa muito mostrar para que foi eleito. Até agora foi só desencontro de informação, picuinha política e perseguições. O tempo do coronelismo passou já tem muitos anos. Rondônia não pode mais retroceder. Precisa de um governo firme, forte e atuante, o que até agora a atual gestão não mostrou capacidade. O desenvolvimento do estado bate à porta, precisamos de alguém para estender-lhe o tapete e dar-lhe as boas vindas, sob pena de perdermos para os estados vizinhos como Acre e Amazonas, que já encontraram os rumos administrativos dos seus respectivos governo, desfizeram o palanque político e estão pensando no desenvolvimento da sua gente. Rondônia sofre, chorando, a falta de capacidade política e administrativa do seu governador.