Porto Velho registra média anual de 100 novos casos de hanseníase

105
Rondônia registra cerca de 600 novos casos ao ano

O estado de Rondônia ainda possui um índice elevado de casos de hanseníase, apesar de ter saído do estado de hiperendêmico para a doença, de acordo com a Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa). Rondônia registra cerca de 600 novos casos ao ano.

O maior número de casos se concentra em Porto Velho e Ji-Paraná devido ao grande número de habitantes. Porto Velho registra uma média de 70 a 100 casos por ano. Segundo a Agevisa, a melhor forma de prevenção é o diagnóstico precoce da doença.

A doença é provocada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae ou bacilo-de-hansen, que afeta a pele e nervos periféricos podendo levar a sérias incapacidades físicas. Segundo a coordenadora estadual de hanseníase, Albanete Araújo, a transmissão da doença se dá por vias aéreas superiores, ou seja, através do contato com secreção nasal, tosse, espirros, fala de quem tem a doença mas não está tratando.

Os sinais e sintomas da doença mais comuns são os aparecimentos de manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo; fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas; dores nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas; bebre, edemas e dor nas juntas entre outros.

“São 600 casos ao ano em Rondônia e é muito elevado, mas de certa forma, é bom no sentido de se tiver os doentes nós temos que tratar. O problema é aquelas pessoas que estão com a doença e não buscam o tratamento, então nós temos um número considerável da doença no nosso Estado, mas buscando trabalhar nas ações de controle”, disse Albanete.

A coordenadora ainda explicou que quem está em tratamento não transmite mais a doença. O tratamento é gratuito e as pessoas que notarem os sintomas devem ir até as Unidades Básicas de Saúde (UBS) buscar o seu direito de ser atendido perto da sua casa. A Agevisa ainda orienta também que a comunidade em geral deve buscar conhecer e ajudar a divulgar os sinais e sintomas da doença para que sejam tratadas o mais rápido possível e prevenir as incapacidades.

“A gente se preocupa porque a hanseníase não é somente uma doença de pele, ela pode atingir os nervos periféricos, da face, mãos e pés e provocar algumas incapacidades se não forem prevenidas a tempo. Então a melhor forma de prevenção é o diagnóstico precoce da doença. A gente tem que trabalhar o estigma também porque é uma doença muito antiga e traz uma história forte e de preconceito. Então os caos diminuíram, mas precisa melhorar mais”, pontuou.

O Brasil é o segundo país do mundo em casos de hanseníase só perdendo para a Índia. A Agevisa investe todos os anos em campanhas, capacitação teórica e prática, mutirões de atendimentos entre outras ações para alertar e prevenir a população sobre a doença. Com informações Diário da Amazônia.