PERDIDÃO: Governador fecha dois meses de inércia, com 4 mil comissionados, crise nos presídios e problemas na educação.

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Governador Marcos Rocha fecha dois meses de inércia no governo e gasto do dinheiro do povo

Ainda é grande a expectativa em torno do governo do Coronel Marcos Rocha (PSL), em Rondônia. Eleito como a esperança da população para um novo tempo no governo do estado, o novo chefe do executivo por enquanto não deu um esboço de para que foi eleito. Completamente perdido, encantado com o cargo, com um secretariado fraco e sem nenhum respaldo político além de uma suposta amizade que diz manter com o correligionário presidente da República Jair Bolsonaro, esses dois meses do atual governo só não passaram em branco por duas coisas: Descaso com a imprensa e com os Deputados Estaduais e contratação de mais de 4 mil cargos comissionados em todo o estado.

Fora isso, o governo de Marcos Rocha tem deixado muito a desejar no quesito transparência e objetividade. Falta transparência porque o governador se mantém enclausurado no Palácio Rio Madeira, “com a boca escancarada, cheia de dentes”, esperando a sorte mudar, se escondendo da imprensa e sem por em prática nenhum dos seus objetivos do seu modesto plano de governo. Falta objetividade quando se vê mais de quatro mil apadrinhados políticos contratados, sem nenhuma resposta à população, que paga a conta, do que a horda de apaniguados está fazendo ou o que vai fazer, e qual a necessidade deste tamanho cabide de emprego, que vai contra os princípios da moralidade pública.

Governador Marcos Rocha e primeira Dama Luana, tietando o presidente Bolsonaro, em viagem bancada pelo dinheiro público

Enquanto o governador Marcos Rocha brinca de governar no seu palácio de vidro, entre idas e vindas, até aqui infrutíferas à Brasília, com suas polpudas diárias, levando consigo secretários e assessores, como fez com a primeira dama Luana Rocha logo no primeiro dia de governo para prestigiar a posse do presidente da República, utilizando recursos públicos, mesmo sem nomeá-la oficialmente como secretária,o estado ferve. O governador ainda não se deu conta de que ele é o cabeça de tudo, que precisa tirar os pés do chão para a coisa fluir. Falta ação do governo e isso reflete negativamente para a sociedade.

No último fim de semana 11 presos aproveitaram a falta de segurança no sistema penitenciário e fugiram do Ênio Pinheiro, em Porto Velho. Em Ariquemes, já foram duas fugas só neste início de ano, enquanto que nos demais presídios do estado, a situação não é diferente, pois, com a greve, chamada de operação padrão, dos agentes penitenciários, a segurança dos presídios está comprometida, mesmo o governo gastando milhões em diárias para policiais militares fazer um trabalho que não lhes diz respeito.

Outro reflexo da inércia do governo do estado diz respeito à educação. O ano letivo mal começou e já chovem reclamações referentes a problemas de transporte escolar, merenda escolar e infraestrutura das escolas. Em Porto Velho, uma das melhores escolas públicas do estado fechou as portas na semana passada por falta de água e de merenda escolar.

Na saúde continua o caos. Tão combatido por Marcos Rocha na sua propaganda eleitoral, o setor vai de mal a pior. O Secretário ainda não disse a que foi chamado e os hospitais continuam lotados, com gente deitada em macas nos corredores, quando não no chão frio. Nada mudou, além do inchaço de comissionados.

Na assistência social, as dificuldades dos servidores continuam as mesmas. O atendimento é precário, os programas desenvolvidos são ainda do governo passado, sem nenhuma criação especial da nova secretária, a primeira dama.

Na defesa Civil, falta estrutura para atender os desabrigados pelas cheias em todo o estado. A Defesa Civil estadual nem de perto consegue acompanhar o trabalho das defesas civis municipais. Dizem que falta gente para trabalhar e recursos para investir, mas cadê os 4 mil contratados e os recursos economizados pelo governo nestes dois meses?

Marcos Rocha completa 60 dias no próximo dia 02 de março sem fazer absolutamente nada. Já foram dois meses de salário (justo) e diárias para o seu bolso, sem nenhum reflexo positivo, pelo contrário, só problemas. A expectativa é de que no próximo mês, as famosas águas de março dêem um banho de vontade política, de ânimo e que acordem o governador para a realidade que se apresenta, mostrando ao chefe do executivo que a população precisa de muito mais do que um amigo do presidente.

Para fechar essa inércia do governo do estado nestes dois meses, as nossas rodovias são o principal reflexo. Tem buraco no acostamento esperando vaga para entrar na pista. Essa situação tem provocado acidentes e está preocupando a população, principalmente dos perímetros rurais, que precisam das estradas para escoamento da produção, locomoção e transporte escolar. Com o Departamento de Estradas e Rodagens (DER) praticamente parado e com as chuvas do inverno amazônico, têm localidades que estão inacessíveis em diversas regiões do estado, esperando o governador abrir os olhos, arregaçar as mangas e começar a trabalhar.

Os três únicos setores do governo que estão funcionando a pleno vapor são Sefin, Sefaz e Detran, mas isso quem paga é o povo.